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Retornando à psicologa e o teste psicotécnico

Eu estava receosa desta consulta mais uma vez.
Questionei alguns bariátricos e todos informaram que haviam ido uma vez só, recebido o laudo após uma conversa e pronto: só entregaram ao cirurgião.
Comigo não foi assim.
Uma semana após a primeira conversa voltei lá. E sabe? Foi maravilhoso.
Eu fiz alguns testes psicotécnicos com desenhos e respondi 90 perguntas (mas juro que foi rápido).
Conversei também.
Chegou num ponto fraco em que falei do falecimento do meu avô que foi há 2 anos. Eu não sei exatamente como a conversa tomou esse rumo, mas talvez seja por isso que passei por um psicotécnico. E eu chorei.
Chorei sem medo de que isso fizesse diferença em eu poder ou não fazer a cirurgia. Não foi um choro compulsivo mas não conseguia segurar as lágrimas. Nem queria.
Acho que aquilo tava dentro do peito e precisava expor de alguma forma, mais uma vez.
E mais uma vez dei importância para esta profissional que estava sentada ali na minha frente. Ou eu sentada na frente dela.
Foi incrivelmente bom falar.
E o mais legal é que ela me convidou a vê-la quando eu sentisse a necessidade, que isso faz parte do pré-operatório e que consulta após o laudo não são cobradas.
Não é incrível?
Para mim, sim, é! Talvez eu não retorne lá até fazer a cirurgia porque de certa forma, me sinto bem atualmente.
Não estou com medo da cirurgia. Não estou ansiosa. O estresse de final de ano ainda não me pegou (e será que vai pegar?). Então é bom saber que as portas estão abertas.
Vou mostrar para vocês o motivo de eu estar fazendo a cirurgia.
A foto da esquerda foi em 2012. A foto da direita foi há 2 meses.
Dá pra notar a diferença no rosto? No corpo. Na saúde.
Eu não me reconheço mais.
Eu aprendi a me maquiar sem usar espelho. Eu não sei exatamente quais são os tamanhos de roupas que uso, e MEUDEUS, como é difícil encontrar uma roupa legal. Aliás, eu nem encontro.
E entendi na psicologa exatamente isso: vou buscar me reconhecer, me olhar no espelho e ver que eu tenho valor.
Com ou sem gordura.

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