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UM RECOMEÇO

Eu andei sumida, e não foi por querer. Poucos sabem da minha história, mas eu acho, quer dizer, tenho certeza que as pessoas precisam saber para servir de ALERTA. As pessoas precisam saber porque eu quero evitar que outros SONHOS se tornem DESESPERO (preciso grifar bem esta palavra).
Sei que tenho uma tendência a dramatizar coisas, mas dessa vez é sério, ou melhor, FOI SÉRIO.
Todo mundo sabe que fiz a bariátrica e que tive uma recuperação maravilhosa, até o dia 2 de janeiro de 2017. Essa data ficou marcada porque tenho meu primeiro pedido de ajuda. Eu estava ficando muito enjoada, como se fosse mulher grávida mas não estava grávida. E eu pedi ajuda, e como pedi ajuda.
As pessoas vinham me abraçar, e eu sentia o cheiro da pele delas e vomitava. Qualquer cheiro me enjoava. Tudo me deixava enjoada. Minha mãe teve que retornar para ajudar a me recuperar, mas passados 10 dias, eu continuava mal ou cada vez pior.
O médico não sabia o que tinha. E eu enjoada, mal, ia para hospital fazer endoscopia, ia para pneumologista (e tendo que pagar tudo particular para conseguir tudo pra ONTEM), chamava uber e ficava cada vez mais mal, ia para o hospital tomar soro porque me sentia fraca, já não tinha força pra falar, meus dedos trancavam quando eu escrevia no celular e era um desespero porque parecia que eles não voltariam, meu médico não me atendia (mas fiquei sabendo que atendeu outras pacientes), alguns profissionais tentavam me ajudar, mas nada.
Até que me deu uma passagem de pedra nos rins (devido a desidratação). Eu não sabia o que era, só sei que doía, e meu médico ligou para outro cirurgião de plantão (mas era de tarde, ele deveria estar perto) dar uma olhada em mim. O cirurgião me examinou e disse que com a cirurgia estava tudo bem. EU SABIA DISSO, EU SÓ ESTAVA SENTINDO UMA DOR HORRÍVEL!
Tramal na veia, alivio da dor: mãe, por favor, me leva pra tua casa.
E vim, com mala, cuia e cachorro no carro, enjoo, enjoo, vômito, tudo. No mínimo de tempo que eu conseguia conversar, era pra perguntar para outros bariátricos se tinham sofrido do mesmo. AH, eu tinha uma salivação muito louca. Minha boca se enchia de saliva em poucos segundos, não dava pra ficar longe do banheiro. Parecia que eu estava envenenada.
Alguns bariátricos respondiam: nada parecido com o que eu tinha.
Pois eu vim para casa dos meus pais e um médico me atendeu aqui. Naquela altura, já no dia 25 de janeiro de 2017 (bem recente, né¿) eu já pedia para a mãe conversar com o médico, caminhar era um martírio, o médico mal me olhou e: Nos teus exames PRÉ-OPERATÓRIOS demonstram uma formação de cálculo biliar, tu está com pancreatite, e vamos te internar pra ti fazer exames e ficar no antibiótico.
Exames feitos e: O quadro é muito delicado, não há como se comprometer com o resultado. E lá se foram os antibióticos. Naquele momento eu não sabia muito o que estava acontecendo comigo, eu só sei que eu estava fraca demais e tinha vontade de jogar meu celular na parede porque eu não conseguia viver, não conseguia responder, não conseguia gritar mesmo através das letras.
Após 11 dias internada, com meus braços não tendo mais espaço para agulhas de soro e antibióticos, inchados demais, eu consegui sair do hospital. Dia 3 de fevereiro de 2017. Há exatos 20 dias.
Só aí que eu entendi a gravidade da situação. Aquele enjoo e vômito era a infecção que já estava subindo. E o especialista responsável não viu nem no pré-operatório. Bom, posso concluir que há médicos e médicos.
Nesses 20 dias eu sei que chorei muito e tive que tomar decisões importantes demais que mudaram tudo o que eu tinha planejado e que mudarão demais minha vida. Mas ao mesmo tempo, agora eu só posso agradecer por estar viva. Sim, o caso foi tão delicado que talvez se eu tivesse esperado 1 ou 2 dias a mais a infecção teria tomado conta e, aí sim é difícil de reverter.
Nesses 20 dias eu tive passagem de pedra nos rins, sensações de desmaio (oi, verão. Te odeio), um cansaço fora do comum.
Nesses 20 dias eu conversei com meus amigos de verdade, eu voltei a rir, eu retornei para Entre-Ijuís (e aparentemente, aqui ficarei), eu revi minha família inteira, abracei muita gente, senti minhas veias pulsarem, busquei ajuda, fui ajudada.
O fato é que hoje cheguei do médico que salvou minha vida e nós dois ficamos muito felizes com os atuais resultados. Aliás, como é bom ver um médico ser humano que se emociona com o paciente, mas acima de tudo, se preocupa com os resultados (e afinal, esta não é a obrigação do médico, a obrigação é de meio e não final).
Os exames demonstraram que estou bem e que já posso recomeçar. E recomeçar agora tem um novo sentido porque eu sou uma sobrevivente.
E quem sobrevive, ah sim, só tem a agradecer pela nova chance.


ENTÃO VAMOS LÁ!

PS.: E logicamente estou fazendo tratamento com o "novo médico".
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A cirurgia, enfim!

Então eu não consegui escrever antes da cirurgia, mas vamos lá!
O tempo que tive entre a notícia da antecipação da cirurgia usei entre consultas, visitar a família, comemorar com os amigos e trabalhar, porque tinha uma semana de coisas pra por em dia.
A cirurgia começou às 8h e fui pra sala de recuperação às 10:30. 11h já estava conversando com minha mãe no horário de visita.
Às 16h eu já dei minha primeira caminhada e fiz xixi.
Se eu disser que senti dores eu vou estar mentindo, mas senti um desconforto enorme por causa dos gases.
O médico explicou que em cirurgias por vídeo é injetado gás para separar os órgãos e blablabla (porque nao entendi muito bem), e era isso, a gente fica gaseificado depois e isso acaba dando o referido desconforto.
Eu fiquei na sala de recuperação por 30h, superbem tratada, as enfermeiras e tecnicas de enfermagem sempre em cima, medicado e ajudando.
24h veio a fisioterapeuta e me ensinou alguns exercícios para a respiração, gases e circulação.
Eu tomei banho de chuveiro também. Caminhei bastante.
Sei que tive sorte. Médico disse que meu fígado estava bastante pesado e ficava caindo o tempo todo.
Teve uma paciente que fez cirurgia exatamente igual após a minha e sei que ela estava com muitas dores, recebendo morfina direto. Eu ganhei dipirona e só.
Então cada corpo reage de uma forma. E eu estou tão bem. Estava contando as horas pra vir aqui escrever que deu tudo certo.
Não é a melhor sensação do mundo porque tu fica desconfortável pra se mexer, parece que qualquer movimento os pontos vão arrebentar e tu está vulnerável, se sentindo (mais) feia, cabelo grudado na cabeça de ficar deitada.
Particularmente até prefiro não receber visitas nesses momentos, mas são tantas pessoas torcendo por mim, que nao tenho do que reclamar. E certamente amanhã ja estarei ainda melhor e mais gente.
Estou feliz com minha recuperação. Ontem tomei agua. Hoje recebi gelatina, cha, caldinho, mas mal consegui passar  da segunda colherada. O engraçado é que na hora que chegou a gelatina, pensei: isso eu tomo num gole! HAHAHAHA.
Então tenho uma nova vida a me adaptar com a certeza que foi uma excelente decisão pela minha saúde.
Saúde! Mal posso esperar para recupera-la e me livrar de tantos remédios e dores.
A palavra do dia é,  mais uma vez, gratidão.

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O susto, a glória e a vitória da cirurgia antecipada.

Em meio a uma quarta-feira ansiosa para todos os gremistas que, assim como eu, esperavam pela final da Copa do Brasil, eu recebo um telefonema às 18:45 com a seguinte informação:
- Tônia, tua cirurgia teve que ser remarcada (AIMEUDEUS), na verdade, adiantada (SOCORRO), ficou para segunda-feira, dia 12.
- QUANDO? COMO? AGORA?
Bom, o resumo da ópera foi esse. Eu tremia e não conseguia ligar para meu chefe para informar a situação e ver o que faríamos. Depois, não conseguia ligar para minha mãe dizer que ela precisava antecipar a vinda dela. Depois disso eu decidi: Não quero falar de cirurgia hoje.

Pintei a cara nas cores do meu Grêmio. Juntei os amigos e #partiuGoethe. Eu pensava tanto nisso quando eu era adolescente, de ver os gremistas na Goethe, pensava se era perigoso mas queria estar lá. Era tão distante pra quem morava no interior do estado. E naquele momento eu estava ali, junto de não sei quantos mil torcedores, batendo records, sendo CAMPEÕES.
Consegui dormir já passava às 4h da manhã. Só pensando em Grêmio, em alegria no meio desse ano bem bosta de 2016. Conseguindo acender uma alegria depois de uma semana tão dolorida com nossa irmã caçula, Chape. Eu vi um Grêmio que há tanto não via. Os torcedores, a risada, o choro e qualquer  piadinha se tornou tão irrelevante. De cheiro de mofo, de o que for, porque é tudo tão novo da mesma forma de sempre. Foi uma alegria sem fim.
Voltando a minha realidade, manhã de trabalho com difícil concentração. Por vezes falava pra mim: VAMOS LÁ, TÔNIA. E enfim, voltei a cirurgia.
Não tenho muito o que pensar até conversar com o médico e tirar minhas 859 dúvidas. Sei que segunda-feira, às 6h estarei indo para o hospital para às 7:30 entrar para a cirurgia.
Hoje vou à clínica resolver pendências e entregar termo de consentimento. 
Na verdade, eu não sinto ansiedade agora, não tenho medo. Talvez sinta um frio na barriga a caminho do hospital, mas como já falei reiteradas vezes para quem me conhece, eu tô fazendo isso pela minha saúde porque aparentemente, cheguei no meu limite e sim, eu não aguento mais.
DORES, eu não aguento mais sentir dores por conta do peso. Nas costas, nos joelhos, nos pés, na consciência e na vida.
Eu não aguento mais sentir vergonha e fingir que está tudo bem. É como se todo dia eu acordasse e fosse uma mentira pra contar.
A bariátrica não é uma cirurgia apenas, é um tratamento e quem passa sabe o quanto exige de cada um. Então eu sei que daqui 5 (CINCO) dias, minha vida vai mudar e eu queria dividir com vocês o quanto estou feliz com isso.
Obrigada, dezembro!

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Retorno ao cirurgião e Realização de perícia

Achei que esse dia não chegaria nunca. É tanto exame e horário de médico que a gente se perde. Isso porque eu concilio horários de consultas com o horário de trabalho, então eu era atendida ao meio-dia, aos sábados e ainda, depois das 18h chegando já a noite em casa.
Mas deu certo.
Finalmente voltei no cirurgião, entreguei todos os exames para ele e: Já está preparada para a perícia.
Ele ia me explicar tudo, porém, ansiosa como sou, eu já tinha ligado há 2 semanas para o plano de saúde para saber como funcionava os horários para as perícias, já sabia o que tinha e o que não tinha que levar e no fim a conversa foi só para confirmações e para pegar o laudo médico.
E hoje pela manhã realizei a perícia. Eu não sabia se estava exatamente ansiosa porque ontem tinha jogo do Grêmio, final da Copa do Brasil e isso tomou bastante da minha ansiedade. Eu tive que fazer perícia para o plano de saúde liberar a cirurgia e os materiais cirúrgicos.
O meu plano funciona da seguinte forma: Tu vai lá com tua carteirinha, pega senha, espera ser chamado e eles avaliam o laudo do cirurgião. Te pesam, questionam tua altura, fazem o cálculo do IMC (acima de 40 é autorizado automaticamente) e carimbam o laudo. Carimbaram o meu e pronto!
Mal acreditei que era tão fácil.
Voltei diretamente à clinica com o laudo assinado. Me deram um termo de responsabilidade que entregarei na semana que precede a cirurgia quando irão me chamar para nova consulta com o cirurgião para tirar todas as dúvidas que surgirem até lá. 
Perguntei:
- Quanto tempo o plano demora para dar o OK?
- Ah, isso agora já é certo. No máximo segunda-feira (hoje é quinta) já estou com a autorização em mãos.
- Então é certo dia 19/12?
- Sim, é certo!
Eu saí de lá tão radiante, tão feliz!
Quando eu decidi fazer a cirurgia e chorei, não sabia se conseguiria. Eu mal sabia para onde ir. Agora só na base da 'força e fé', eu posso considerar que escolhi, inclusive, a data que queria fazer a cirurgia. Muito antes de eu procurar o cirurgião eu já dizia: é dia 19/12.

Ah, gente! Só alegria. Dia 19, melhor pessoa!
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Me preparando para a fase líquida

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Último laudo conquistado

Dia 11/11 acho que foi o dia que eu mais ansiava antes de retornar ao cirurgião. Era a reconsulta com a endocrinologista para levar os novos exames de sangue.

Eu baixei consideravelmente o triglicerídeos e aumentei bastante a vitamina D, mas eu não sabia se era o suficiente para ela me dar o laudo. Eu tentei muito não ficar ansiosa, ou mais ansiosa que o meu normal.

Quando cheguei, ela me abraçou, riu comigo, olhou meus exames e falou sério: Agora vou te dar o laudo, mas é importante tu continuar o tratamento até a data da cirurgia para quando chegar lá estar ainda melhor do que agora, para não sofrer tanto qualquer efeito que possa dar, mas risco você não corre.

Ela escrevia o laudo e eu não sabia se chorava ou se ria, de tão feliz que eu fiquei. Saí de lá com vontade de virar estrelinhas e dar pulinhos, mesmo sabendo que foi só uma etapa, a de conseguir todos os laudos.

E eu consegui todos os laudos.

Assim que saí da consulta, me encaminhei para a recepção para marcar, finalmente, a reconsulta com o cirurgião. Será dia 23/11 e a perícia no plano de saúde será dia 24/11. Conversei um pouquinho com a coordenadora da clínica sobre minha situação, que eu gostaria muito de fazer a cirurgia no dia 19/12, por ser o início das minhas férias...

- Dia 19/12 é a única data que ainda temos para 2016.

Eu quase infartei. Não sabia ainda se era muita sorte ou muito azar e hoje, 8 dias depois, eu ainda não sei. Mais uma vez estou respirando e contando até 10 para não me sentir ansiosa, para dar tudo certo com o cirurgião e com a perícia e finalmente ver o dia 19 agendado para mim. Infelizmente sem a autorização do plano não há como reservar a data.

Mas, é naquelas, eu faço tratamento para ansiedade desde meus 17 anos, já fiz todos os tipos de tratamento, e se eu não usar a ansiedade a meu favor, ela vira o teu monstro do armário e tudo o que menos preciso nesse momento, é ter um incômodo.

Nesse pensamento, eu não tive mais as dores terríveis da gastrite. Milagrosamente ela deu um tempo pra mim. Também não tive mais choros que eram muito recorrentes na hora de dormir. Então eu vi que ansiar tanto para conseguir fazer na data que tanto quero, não vai me ajudar. Quando chegar o dia 19, eu vou ter que viver aquele dia, com ou sem a cirurgia, então eu prefiro deixar pra pensar no que fazer somente lá.

É simples assim? Nenhum pouco. Se eu pudesse eu estaria surtando, jogando no facebook todo meu desespero, culpando o mundo e a vida e a quem quer que passasse na minha frente que eu não posso controlar o tempo, mas já tive provas suficientes que isso não muda nada.

E aliás, não tenho mais paciência para pessoas assim.

Acompanho grupos de facebook de bariátricos e pré-bariátricos de todo o Brasil, e um dos depoimentos que mais gostei foi de uma mulher que disse estar aguardando consulta no cardiologista, quando uma senhora sentada ao seu lado questionou se ela faria bariátrica e seguiu o seguinte diálogo:
- Está preparada?
- Sim
- Eu fiz bariátrica faz 10 anos. Tive choque anafilático, fiquei na UTI e depois tive um problema que sangrei muito. Quer saber? Eu faria tudo de novo!

É disso que me refiro: otimismo.

Nós precisamos ser um pouco de Pollyana Moça e fazer o jogo do contente diário. Todos os dias precisamos ser otimistas porque a mudança na vida é muito grande, mas é como contar uma nova data de renascimento.

Dia 18 de dezembro tem sido uma data muito importante pra mim ao longo dos anos. Eu me formei no ensino médio nesta data. Eu me formei na faculdade nesta data. Aparentemente baixarei hospital pra dar a luz a uma nova Tônia, nesta mesma data. Prefiro não desprezar que a vida pode ser maravilhosa.

Se não for assim, tudo bem. A cirurgia terá que acontecer em um outro momento que eu ainda não foquei porque acredito que não necessito. Se acontecer, vou puxar o fôlego e focarei.

Ser pré-bariátrico exige muito mais da gente. A conquista dos laudos já é uma grande vitória porque só quem passa por isso é que se dá conta de quantos medos teve e quantos deles foram superados nos últimos meses.

E isso é uma luta tão íntima, tão tua, que mesmo que tu tenha alguém do teu lado nesse momento e, como no meu caso, que também tenha passado por isso, ele não sabe 5% do que se passa contigo. Cada um reage de uma forma, tem um exame diferente e uma reação para as notícias.

No fim, somos todos iguais: vencedores!
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Cabelos.

Pois então!

Acompanho alguns grupos no Facebook onde muitos falam sobre a queda de cabelo e ainda postam fotos dos cabelos em suas mãos.
Cada escovada é uma chuva de lágrimas. 
Isso não me faz desistir da cirurgia porque o foco é o final: saúde e corpo magro. Mas... não sejamos hipócritas, né? Eu tenho medo.
Em 2009 eu tive uma reação da tintura no meu cabelo que me fez perder uma boa parte da juba que ainda ficou com 5 cores não aceitas pela sociedade.  Foi um susto, chorei mas passou. Meu cabelo voltou a crescer e sigo pintando com tinta de farmácia mesmo achando que meu cabelo ta fervendo com a tinta.
Minha genética não é muito favorável quanto a "capilancia". Aliás, é bem pouco boa.
Então isso me deixa meio estranha. Só que se eu ficar ansiosa e estressada por isso vai contribuir para a perda do cabelo e não tô a fim de contribuir pra isso.
Não  sei se vou ficar careca, não sei se sobrarão 30 fios, não sei se a perda será significativa. Vai ser estranho acordar todo dia sendo uma Tônia transitória mas eu vou passar por isso sem arrependimento algum.
Há quem perca cabelo por doença  o que acredito que deve ser 200% mais difícil, afinal, ao contrário de mim, adoecer nem sempre é uma escolha consciente (frase com base em crença  em pluralidade de  existências ), ou nao é uma escolha.
No meu caso, estou ciente das consequências da minha decisão.
Perder cabelo mexe muito com a autoestima de qualquer ser humano, mas se atualmente minha autoestima está gritando por socorro, não é essa passagem da minha vida que me fará chorar.
Eu decidi ser bariátrica. Eu decidi ter uma nova vida.
Eu decidi não me arrepender!
 
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